domingo, 16 de setembro de 2007

Waiting in Vain

Quinta e sexta eu estava em São Paulo a trabalho. Já saí de Porto na quinta de manhã esperando a sexta à noite, hora de voltar. Passei 2 dias inteiros contando as horas, os minutos, os segundos. Quando finalmente cheguei no aeroporto de Guarulhos, na sexta às 19h, soube que meu vôo atrasaria. Sem novidades. Foram 3 horas esperando o embarque, depois mais uma hora na fila de decolagem, e mais uma hora e meia esperando o pouso.
Foi lá, dentro do avião, esperando e esperando, que eu percebi que não tinha vivido os últimos dois dias, e então lembrei de tantos outros dias que também não vivi, sempre esperando alguma coisa: o fim do dia, o próximo sábado, o verão, o amor, os quilos a menos, o aumento de salário, um novo namorado, a solteirice de novo, uma ligação, aquela declaração de amor. Só nunca esperei a segunda-feira, porque eu também não sou louca.
É essa inquietude de querer viver tudo ao mesmo tempo, tudo logo, grandes rompantes de felicidade... sem perceber que a felicidade plena é amena, é simples, é até pequena. Ela pode estar numa conversa de bar, numa música boa, num trabalho bem feito, num olhar de um estranho na sala de embarque, e em qualquer outro pequeno momento (nossa, que coisa mais clichê), e pode acontecer diariamente.
O bom dessa história é que eu ainda tenho 25 anos e muito chão pela frente, pois como já dizia Chico Science: “um passo à frente, e você não está mais no mesmo lugar”.E como já dizia Jorge Maravilha, prenhe de razão, mais vale uma filha na mão do que dois pais voando.

2 comentários:

Psiconauta João disse...

tu ainda tem 25 anos e muito chão pela frente, ou já viveu profundamente 25 anos?

Visões diferentes que fazem MUITA diferença.
Bjao

Luisa disse...

ahn... e se a resposta for "um pouco de cada"?