Pra mim, o mundo se divide em dois grupos de pessoas: gente que gosta de gente e gente que gosta de si mesma. As primeiras são aquelas pessoas que conseguem ver beleza na diversidade e na adversidade, que conseguem abstrair as pequenas diferenças e respeitar a vida alheia. São aquelas que estão tão ocupadas observando as coisas boas dos outros que nem percebem as coisas ruins. Elas entendem que ter alguém não é ser dono de uma pessoa, e sim compartilhar a vida com essa pessoa, e entendem que a chave para compreender o outro é simplesmente se colocar no lugar dele.
Já a gente que gosta de si mesma não concebe a possibilidade de mudar seus planos, não está aberta a receber novas realidades. Entende que alguém que não cumpre as expectativas não é digno de sua companhia. São aquelas pessoas muito bem descritas pelo Cazuza no Blues da Piedade: “pra quem não sabe amar, fica esperando alguém que caiba no seu sonho”...
E eu, como especialista em sonhos que sou, posso garantir que eles refletem muito mais a gente mesmo do que os outros, portanto, é impossível que outra pessoa os alcance.
Para o momento, estou optando pelo primeiro grupo.
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