Algumas pessoas distantes me parecem tão interessantes, tão bonitas, tão admiráveis, tão inteligentes, tão talentosas.
Mas à medida que vão se aproximando, vão ficando nem tanto, tanto menos, tão pouco, quase nada.
Em compensação, há essas outras que, num olhar mais distraído, são tão básicas e tão apagadas, só que enquanto vêm chegando, vão se iluminando, se enchendo de vida e enchendo a nossa vida.
Pessoas intrigantes essas, que vão tomando o pensamento da gente aos pouquinhos, e quando a gente vê, se abancaram no lugar daquelas primeiras, tão belas, tão interessantes, tão maravilhosas, tão "esquecíveis".
Eu vivo dizendo que "tão admiráveis são aqueles que não conhecemos bem". Pois bem, mais admiráveis ainda são os que conhecemos bem e, mesmo assim, seguimos admirando.
(escrevi esse texto em 2007 e, lendo agora, percebi que a vida definitivamente é um ciclo)
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Um comentário:
Sabe que há tempos mantenho essa idéia de ciclos ao longo da existência...tanto do ponto de vista micro como macro. Mas o meu modo de enxergar esse ciclo era diferente de agora. Existe uma matemática ai. Existe um processo sincronizado de mudanças e interações. E esses processos, me parece, tem a sua própria cronologia, independente de nossa vontade. Nós não entendemos isso, tornando o caminho deveras turbulento. Estamos na era da compreensão...na era da interação...no início de um novo ciclo. Tenho uma música chamada "Pessoas invisíveis" e num trecho dela canto..."Pessoas vêm e vão, com os seus motivos. Desfocam sua visão, atrás do seu instinto. Elas passam por você...elas passam sem te ver."
Beijo Lu...
PS: como sempre, de tempos em tempos, de diferentes formas...tu me faz pensar.
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