quinta-feira, 1 de julho de 2010

Quando eu crescer...

Em uma recente entrevista por e-mail a O Globo, Saramago disse:
"Nem sequer é para mim uma tentação de neófito. Os tais 140 caracteres reflectem algo que já conhecíamos: a tendência para o monossílabo como forma de comunicação. De degrau em degrau, vamos descendo até o grunhido."

quarta-feira, 30 de junho de 2010

All You Need is Love

Hoje acordei com Beatles na cabeça, só pode ser bom sinal.
Sinal de que dias melhores virão.
Agora, tudo que eu preciso é um dia de sol pra acordar e sentar na sacada com chimarrão + Amarante ou Delacroix ao pé do ouvido.
Esperemos o sábado. Se der sol, sinal de que seremos felizes para sempre, meu amado desconhecido e eu.
Se der chuva, sinal de que o sempre chegará só na semana que vem...

sexta-feira, 18 de junho de 2010

Botequinta


"Onde quer que você esteja, você sempre estará lá"

quarta-feira, 9 de junho de 2010

Da série "Como é que eu não pensei nisso?"

Roubei do blog de um amigo, o Everton Behenck, que acabou de lançar o livro "Os dentes da delicadeza": http://apesardoceu.wordpress.com/

PARA ELA QUE EU INVENTO ESCREVENDO

Amo
Por princípio
Tudo o que te diz respeito
Amo a fila do banco
Se você esteve
No caixa
Recentemente
Amo o nome
De uma rua
Por que você
Tem passado por ali
Diariamente
E gosto mais
De mim
Por você ter me tocado
E escrevo
Sem medo
Um poema romântico
E anacrônico
Porque a literatura
Só é boa
Quando você
Folheia um livro
Amo seu pai
Porque ele está em você
Amo o guarda
Que fez aquela multa
Porque era seu carro
E amo o cadastro
De sua última consulta
Ao médico
Um papel com sua assinatura
É digno
De todo amor que eu sinto
Amo o fato
De ver que cada uma dessas
Palavras que escrevo
Contradizem tudo o que eu penso
Te amo
Porque te invento

Everton Behenck

quarta-feira, 2 de junho de 2010

Minha Casa

Zeca Baleiro


É mais fácil

Cultuar os mortos

Que os vivos

Mais fácil viver

De sombras que de sóis

É mais fácil

Mimeografar o passado

Que imprimir o futuro...


Não quero ser triste

Como o poeta que envelhece

Lendo Maiakóvski

Na loja de conveniência

Não quero ser alegre

Como o cão que sai a passear

Com o seu dono alegre

Sob o sol de domingo...


Nem quero ser estanque

Como quem constrói estradas

E não anda

Quero no escuro

Como um cego tatear

Estrelas distraídas

Quero no escuro

Como um cego tatear

Estrelas distraídas...


Amoras silvestres

No passeio público

Amores secretos

Debaixo dos guarda-chuvas

Tempestades que não param

Pára-raios quem não tem

Mesmo que não venha o trem

Não posso parar...


Veja o mundo passar

Como passa

Uma escola de samba

Que atravessa

Pergunto onde estão

Teus tamborins?

Pergunto onde estão

Teus tamborins?

Sentado na porta

De minha casa

A mesma e única casa

A casa onde eu sempre morei...

terça-feira, 1 de junho de 2010

sexta-feira, 7 de maio de 2010

Every little thing she does is magic

Minhã mãe sempre diz que eu preciso aprender a dizer não para os outros e principalmente para mim. De fato, não sei me negar nada, sou uma mulher de excessos. Excesso de trabalho, de dança, de comida, de bebida, de festa, de gente, de amor. Quero muito tudo agora já. Não aprendi a ser comedida e espero o mesmo de quem me quer. Como já disse por aqui outras vezes, quero ser indescritível, inestimável, inevitável. Não me basta ser "ok".
Quero ser irresistível, quero entrega, quero rompantes, visitas repentinas, flores sem data, quero ser tema de música.
E não se trata de soberba ou arrogância, tampouco falta de noção. A questão é que eu quero espetáculo. Sou pisciana com ascendente em peixes, pô! Tudo que espero da vida é um pouco de magia.
Se não tiver tudo isso, vou me sumindo, me escapando, e aí já me basta uma boa música e o sol na minha sacada pra me alegrar.

Contribuição do Diego para esse mesmo tema, uma música dos Engenheiros:

"A medida de amar é amar sem medida
Velocidade máxima permitida
A medida de amar é amar sem medida"